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    18/11/2009

    2012 A odisseia

    E se o mundo acabasse mesmo em 2012 seguiria a vida como venho seguindo, mas compraria uma boia (mesmo sabendo que seria inutil para um tsunami), demonstraria mais meus sentimentos, pararia de me preocupar com roupas e cabelo, talvez, virasse uma hippie e no ultimo dia tomaria um porre segurando minha boia!

    *Pauta para o TDB


    Escrito por Natalia às 09h47
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    10/11/2009

    O tal vestido rosa

     

    Quando fiquei sabendo do caso com a universitária da Uniban me senti na década da minha avó onde minissaias era um escândalo, mas nós estamos no século 21 não é estranho que o tamanho de uma saia seja motivo para tanto revolta?! Nunca vi ninguém tentando linchar mulheres frutas!

    A moça é bonita e com um corpo que qualquer homem admiraria e mulheres sentiriam inveja e então armaram essa bagunça alegando que o lugar não era apropriado para o tal do vestido rosa. Em um país que se diz liberal o acontecido provou o contrario.

    Se o vestido era mesmo tão vulgar poderia então pedir com educação para a moça trocar de roupa e não chegar a um ponto em que ela precisou sair escoltada da universidade.  Tudo isso tomou um rumo maior do que o esperado com suspensão da dona do tal vestido rosa e depois a suspensão da suspensão quem sabe agora  ela não volte de burca pra evitar ouvir mais palavrões e assovios vulgares. E isso só mostrou o quanto ainda somos intolerantes, invejosos, moralistas e de um certo modo preconceituosos.

     

    *Texto para o TDB


    Escrito por Natalia às 13h54
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    07/11/2009

    Uma história de amor

     

    Toda sexta feira eu vejo uma historia de amor que me comove:

    Uma senhora desprezada pelos outros passageiros do ônibus por suas roupas simples e suas sacolas cheias de legumes sempre está no ônibus que pego para ir à aula. Ela se sente meio sem jeito entre pessoas todas bem vestidas para o trabalho e entre adolescente com seus fones de ouvido num mundo paralelo, para alguns ela passa despercebida, mas pra mim não.

    Ela tem um jeito simples, tem estampado no rosto as marcas da vida, tem traços de que  quando mais jovem tinha uma certa beleza, não sei nada de sua vida, mas sinto que ela é uma pessoa boa pela cena de amor que vejo toda sexta.

    É como se ele tivesse um relógio, um sexto sentido, toda sexta ele esta lá no ponto esperando por ela e quando o ônibus pára e abre a porta ele entra e com toda sua alegria dá boa vinda para a senhora e de um jeito especial faz todos do ônibus admirar e sorrir com aquela cena.

    Ela mal coloca os pés no chão e ele pula nela abanando o rabo, latindo e babando num jeito típico de um cachorro mostrar seu afeto pelo dono. Então os adolescentes largam seus fones de ouvido, os trabalhadores por um momento esquecem os problemas que esperam no serviço e todos do ônibus por um momento têm em sua frente uma linda historia de amor.

    E é com essa cena na cabeça que vou até a minha aula, com uma amostra de amor puro que não pede nada em troca.

    Estes são meus amores: Bisteka- meu (preto), Fifi- era (porque morreu) da minha mãe (branca) e o Bidu- da minha irmã!


    Escrito por Natalia às 14h38
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    22/10/2009

    Vida virtual e vida social.

     

    Fato: existem pessoas que trocaram suas vidas reais pelas virtuais. Até que ponto isso é legal? Acredito que seja quando essa rede social de orkut, facebook, twitter entre outras não atrapalhe sua vida.

    Não vejo mal em acessar uma vez ou outra estas redes para atualizar, acho até legal, mas não a ponto de você deixar seus afazeres de lado para ficar na frente do computador rindo ou chorando sozinha. Isso é horrível. Sou mil vezes o contato real.

    E sem contar a tal da privacidade, dela você pode esquecer. Não adianta chutar o pau da barraca por aquela pessoa não sair do seu orkut, porque ela vai continuar ali ou em qualquer outra rede social investigando sua vida como se você fosse uma celebridade! Bloquear? Bom pode resolver, mas se estas pessoas estão realmente dispostas a te bisbilhotar vão arrumar um jeito. Não se diz que tem jeito para tudo?!

    Hoje em dia as pessoas estão voltadas ao mundo virtual e não tem como não fazer parte desse mundo, mas se for de uma maneira dosada acredito que todos podem ter sua vida virtual e social sem uma comprometer a outra.

     

    *Texto para o TDB


    Escrito por Natalia às 14h19
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    15/10/2009

    Acontece que, às vezes, não acontece!

     

    _Ele não me ama Guilherme, acho ate que nunca me amou.

    _Será Ângela? Você sempre esteve do lado dele, sempre se importou mais com ele do que com você. Ele seria um babaca se não te amasse.

    _Pois então ele é! Eu só queria que ele dissesse que me ama, mas isso é impossível pra ele. Acho que ele nem sabe minha cor preferida.

    _Azul!

    _ Viu até meu amigo sabe e meu namorado não. Aposto que você sabe mais de mim do que ele.

    _Seu prato preferido é lasanha, adora suco de laranja com mamão, você odeia suas pernas e acho que você é a única garota que conheço que gosta do cabelo!

     

    Guilherme não queria dizer isso, mas seus pensamentos saírem mais alto do que imaginava e já que começou iria ate o fim.

     

    _Sei também que você é tão bonita por dentro quanto por fora e você tem razão em gostar dos teus cabelos, eles são ficam lindos soltos uma cascata de cachos e sinto por você gostar de alguém que não gosta de ti...

     

    Ângela escutava em silencio e se espantou com o amigo dizendo isso. Passou a maior parte do tempo em ele reclamando de Marcelo que na verdade nunca escutava realmente o que Guilherme dizia e muito menos o que ele pensava.

     

    _ ...E agora que comecei a dizer isso e sei que dessa vez, diferente das outras conversas, você me ouve queria que soubesse que todas as vezes em que te apoiei um pedaço do meu coração sangrou. Sempre te amei e escondi isso porque sei que você ama o Marcelo e quero sua felicidade só que hoje não consigo mais fingir. Ele nunca te fez feliz de verdade e...

    _Chega Guilherme! Você não sabe o que esta dizendo. Sou feliz com o Marcelo e sobre sua declaração sinto muito por não corresponder.

    _Tudo bem Ângela. Sempre quis o seu bem, não vou dizer mais nada porque sei o quanto a verdade dói ainda mais quando não queremos aceita-la.

     

    Ângela se afastou. Continuou sua vida. E foi ficando raro os dias em que encontrava Marcelo ate que um dia acabou, assim naturalmente até porque ninguém sobrevivi por inteiro num relacionamento em que só uma parte oferece e não recebe nada em troca.

    E seus dias foram se tornando vazios, estranhos e por mais que doesse percebeu que Guilherme sempre estivera certo: Nunca foi realmente feliz com Marcelo. Já com o amigo foi sempre o contrario, sempre sorria e com ele podia ser ela mesma.

    Resolveu procura-lo e pedir desculpas, mas quando encontrou ele havia algo diferente já não havia o mesmo sorriso em sua face e seus olhos não tinham o mesmo brilho de antes.

     

    _Aceito suas desculpas Ângela, mas sinto por não podermos mais ser amigos e sei que entendera e me dará razão porque agora entende o quanto é ruim amar e saber não ser amado.

     

    Não, Ângela não entendia. Porque descobriu que nunca amou Marcelo, era tudo fantasia.

    _Como assim não podemos mais ser amigos? Se você sempre me amou qual a diferença agora?

    _A diferença é que agora você sabe e isso me destrói porque sei que nunca serei correspondido...

    _Espere ai Guilherme, você me declara seu amor, me faz enxergar que nunca maei de verdade o Marcelo, coloca meus sentimentos de perna pro ar e quer me deixar sozinha com toda essa bagunça? Quero que saiba que tudo o que um dia eu sonhei viver com o Marcelo eu vivi do seu lado, demorei a enxergar isso e não sei qual é o seu medo agora, mas quero que saiba que você não tem o direito de me abandonar agora que eu tenho a certeza que te amo.

    _Me ama? Acho que você esta abalada ainda com o término do namoro e está projetando em mim o Marcelo  que você sempre quis e nunca teve.

    _Sei que te feri, sem querer, mas te feri e só o que eu quero é que você me de uma chance de provar o quanto gosto de você.

    _Não. Adeus!

     

    E assim acabou uma historia que começou pelo meio. Ele com medo da desilusão do seu amor platônico não ser como ele pintou e ela derramando lagrimas por um beijo que nunca aconteceu, por uma historia que teve no inicio o fim.


    Escrito por Natalia às 19h02
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