BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Casa e jardim, Livros
MSN - natalia-.-moreno@hotmail.com


_Ele não me ama Guilherme, acho ate que nunca me amou.
_Será Ângela? Você sempre esteve do lado dele, sempre se importou mais com ele do que com você. Ele seria um babaca se não te amasse.
_Pois então ele é! Eu só queria que ele dissesse que me ama, mas isso é impossível pra ele. Acho que ele nem sabe minha cor preferida.
_Azul!
_ Viu até meu amigo sabe e meu namorado não. Aposto que você sabe mais de mim do que ele.
_Seu prato preferido é lasanha, adora suco de laranja com mamão, você odeia suas pernas e acho que você é a única garota que conheço que gosta do cabelo!
Guilherme não queria dizer isso, mas seus pensamentos saírem mais alto do que imaginava e já que começou iria ate o fim.
_Sei também que você é tão bonita por dentro quanto por fora e você tem razão em gostar dos teus cabelos, eles são ficam lindos soltos uma cascata de cachos e sinto por você gostar de alguém que não gosta de ti...
Ângela escutava em silencio e se espantou com o amigo dizendo isso. Passou a maior parte do tempo em ele reclamando de Marcelo que na verdade nunca escutava realmente o que Guilherme dizia e muito menos o que ele pensava.
_ ...E agora que comecei a dizer isso e sei que dessa vez, diferente das outras conversas, você me ouve queria que soubesse que todas as vezes em que te apoiei um pedaço do meu coração sangrou. Sempre te amei e escondi isso porque sei que você ama o Marcelo e quero sua felicidade só que hoje não consigo mais fingir. Ele nunca te fez feliz de verdade e...
_Chega Guilherme! Você não sabe o que esta dizendo. Sou feliz com o Marcelo e sobre sua declaração sinto muito por não corresponder.
_Tudo bem Ângela. Sempre quis o seu bem, não vou dizer mais nada porque sei o quanto a verdade dói ainda mais quando não queremos aceita-la.
Ângela se afastou. Continuou sua vida. E foi ficando raro os dias em que encontrava Marcelo ate que um dia acabou, assim naturalmente até porque ninguém sobrevivi por inteiro num relacionamento em que só uma parte oferece e não recebe nada em troca.
E seus dias foram se tornando vazios, estranhos e por mais que doesse percebeu que Guilherme sempre estivera certo: Nunca foi realmente feliz com Marcelo. Já com o amigo foi sempre o contrario, sempre sorria e com ele podia ser ela mesma.
Resolveu procura-lo e pedir desculpas, mas quando encontrou ele havia algo diferente já não havia o mesmo sorriso em sua face e seus olhos não tinham o mesmo brilho de antes.
_Aceito suas desculpas Ângela, mas sinto por não podermos mais ser amigos e sei que entendera e me dará razão porque agora entende o quanto é ruim amar e saber não ser amado.
Não, Ângela não entendia. Porque descobriu que nunca amou Marcelo, era tudo fantasia.
_Como assim não podemos mais ser amigos? Se você sempre me amou qual a diferença agora?
_A diferença é que agora você sabe e isso me destrói porque sei que nunca serei correspondido...
_Espere ai Guilherme, você me declara seu amor, me faz enxergar que nunca maei de verdade o Marcelo, coloca meus sentimentos de perna pro ar e quer me deixar sozinha com toda essa bagunça? Quero que saiba que tudo o que um dia eu sonhei viver com o Marcelo eu vivi do seu lado, demorei a enxergar isso e não sei qual é o seu medo agora, mas quero que saiba que você não tem o direito de me abandonar agora que eu tenho a certeza que te amo.
_Me ama? Acho que você esta abalada ainda com o término do namoro e está projetando em mim o Marcelo que você sempre quis e nunca teve.
_Sei que te feri, sem querer, mas te feri e só o que eu quero é que você me de uma chance de provar o quanto gosto de você.
_Não. Adeus!
E assim acabou uma historia que começou pelo meio. Ele com medo da desilusão do seu amor platônico não ser como ele pintou e ela derramando lagrimas por um beijo que nunca aconteceu, por uma historia que teve no inicio o fim.
Como uma flor ela podia sentir a brisa no rosto, mas também sabia que não podia ir longe suas pernas, assim com as raizes, a impedia de se movimentar. Apenas dançava ao som do vento sempre no mesmo lugar.
Acontece que a flor tinha o pólen, o estigma, a antera e podia fecundar e ela tinha o ventre seco assim como uma folha arrancada do galho tornando se desidratada, facil de ser esmagada.
A flor é sempre bela com pétalas e sépalas e ela nem lembrava como era sua imagem refletida no espelho. E ali na janela observando a flor na jardineira num momento de desespero percebeu que faltou adubo, um bom solo e o sol para faze la tão linda como a flor e com toda a angustia, a sensação de que tinha sido inutil até aquele momento e a inveja que sentia da flor pegou-a e pela janela, cansada de se comparar com a beleza da flor, acabou com o contraste misturando tudo na calçada: a feia e a bela numa só massa.