BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Casa e jardim, Livros
MSN - natalia-.-moreno@hotmail.com


Quando fiquei sabendo do caso com a universitária da Uniban me senti na década da minha avó onde minissaias era um escândalo, mas nós estamos no século 21 não é estranho que o tamanho de uma saia seja motivo para tanto revolta?! Nunca vi ninguém tentando linchar mulheres frutas!
A moça é bonita e com um corpo que qualquer homem admiraria e mulheres sentiriam inveja e então armaram essa bagunça alegando que o lugar não era apropriado para o tal do vestido rosa. Em um país que se diz liberal o acontecido provou o contrario.
Se o vestido era mesmo tão vulgar poderia então pedir com educação para a moça trocar de roupa e não chegar a um ponto em que ela precisou sair escoltada da universidade. Tudo isso tomou um rumo maior do que o esperado com suspensão da dona do tal vestido rosa e depois a suspensão da suspensão quem sabe agora ela não volte de burca pra evitar ouvir mais palavrões e assovios vulgares. E isso só mostrou o quanto ainda somos intolerantes, invejosos, moralistas e de um certo modo preconceituosos.
*Texto para o TDB
Toda sexta feira eu vejo uma historia de amor que me comove:
Uma senhora desprezada pelos outros passageiros do ônibus por suas roupas simples e suas sacolas cheias de legumes sempre está no ônibus que pego para ir à aula. Ela se sente meio sem jeito entre pessoas todas bem vestidas para o trabalho e entre adolescente com seus fones de ouvido num mundo paralelo, para alguns ela passa despercebida, mas pra mim não.
Ela tem um jeito simples, tem estampado no rosto as marcas da vida, tem traços de que quando mais jovem tinha uma certa beleza, não sei nada de sua vida, mas sinto que ela é uma pessoa boa pela cena de amor que vejo toda sexta.
É como se ele tivesse um relógio, um sexto sentido, toda sexta ele esta lá no ponto esperando por ela e quando o ônibus pára e abre a porta ele entra e com toda sua alegria dá boa vinda para a senhora e de um jeito especial faz todos do ônibus admirar e sorrir com aquela cena.
Ela mal coloca os pés no chão e ele pula nela abanando o rabo, latindo e babando num jeito típico de um cachorro mostrar seu afeto pelo dono. Então os adolescentes largam seus fones de ouvido, os trabalhadores por um momento esquecem os problemas que esperam no serviço e todos do ônibus por um momento têm em sua frente uma linda historia de amor.
E é com essa cena na cabeça que vou até a minha aula, com uma amostra de amor puro que não pede nada em troca.

Estes são meus amores: Bisteka- meu (preto), Fifi- era (porque morreu) da minha mãe (branca) e o Bidu- da minha irmã!